Representação de o que é o crédito consignado com foto de homem jovem e sorridente pensando em suas férias
  • 08 maio, 2019
  • Por Fábio Augusto
  • Educação Financeira

Previdência privada: entenda como funciona e se vale a pena para você

A aposentadoria é uma das principais preocupações do brasileiro. Uma pesquisa mostrou que nós somos o povo que mais se preocupa com o tema, entre 15 países observados. A chance de poder descansar após anos de trabalho e de ter tranquilidade no orçamento é crucial para muita gente. Para tanto, há a possibilidade de recorrer à previdência privada.

Essa é uma alternativa segura e que promete resolver a maioria das questões ligadas à aposentadoria “pública”. É, principalmente, um meio de obter um nível maior de previsão sobre o orçamento.

Ao mesmo tempo, ainda há muitas dúvidas e mitos sobre o tema. A seguir, esclareça os pontos principais e entenda porque essa alternativa é conveniente.

O que é a previdência privada?

A previdência privada nada mais é que um estilo complementar de aposentadoria e que permite que cada pessoa tenha controle sobre os valores e o retorno. Ela é administrada por uma empresa, como uma instituição bancária e tem caráter voluntário. Ou seja, cada um escolhe se deseja fazer esse plano e quais condições aproveitará.

Para quem trabalha no regime CLT, a contribuição para o INSS é obrigatória, então a aposentadoria pública é compulsória. Por outro lado, a versão privada serve como complemento para esses profissionais ou como fonte de renda no futuro para os autônomos.

Como funciona?

A aposentadoria privada é dividida em duas etapas: a fase de acumulação – ou de construção de patrimônio – e o período de recebimento. No primeiro momento, é preciso fazer contribuições para obter um grande montante acumulado.

Normalmente, o beneficiário do plano faz os chamados aportes de maneira mensal.

A relação é simples: maiores valores de contribuição levam a ganhos mais amplos no futuro ou a um tempo menor para atingir o patrimônio necessário.

Em geral, esse montante acumulado é administrado pela instituição em investimentos seguros. Com isso, há a devida correção de valores com o tempo, o que evita a perda do poder de compra.

Dessa forma, após a construção do número desejado, há a fase de recebimento. É possível optar por obter todo o patrimônio de uma vez ou, como é mais comum, por “parcelas” mensais — exatamente como funciona uma aposentadoria.

Além disso, a renda pode ser estabelecida por um período, como 10 ou 15 anos, ou ser definida de maneira vitalícia.

É importante entender que o valor está sujeito ao Imposto de Renda e pode ser declarado de forma antecipada. Da mesma forma, é comum que a instituição cobre uma taxa de administração e, em alguns casos, taxas para todo aporte feito.

Mesmo assim, trata-se de uma opção segura e conveniente, pois, permite que cada um defina as características ideais para a própria realidade e para os objetivos.

Quais são os retornos?

A rentabilidade dessa previdência depende de diversos fatores.

Há, primeiramente, a questão referente ao nível de riscos. Planos agressivos normalmente rendem mais, mas são arriscados. Já os tradicionais oferecem uma rentabilidade menor, mas que é segura.

Além disso, deve-se ficar atento às taxas envolvidas. Quanto maior for a cobrança desses valores, menor será o retorno. Portanto, o interessante é buscar alternativas com custos reduzidos para aproveitar melhor o patrimônio acumulado.

Para completar, há abordagens sobre o quanto você decide investir e por quanto tempo. Fazer mais contribuições e de maior valor gera um retorno reforçado. Então, isso tem que ser considerado.

Em quanto tempo é possível ter resultados?

Outra questão que causa dúvidas tem a ver com o tempo necessário para colher os resultados e passar a receber o montante da previdência privada.

E é aí que entra a boa notícia. Afinal, um dos benefícios dessa modalidade é exatamente poder definir essa configuração para se adaptar às suas necessidades.

A relação não é difícil: quanto mais aportes fizer, maior será o retorno. Se você escolher investir por 20 ou 25 anos, por exemplo, precisará realizar pagamentos menores do que se decidir investir por 10 anos e quiser obter o mesmo valor.

Pense em um profissional de 40 anos que deseja receber R$ 5 mil por mês com a aposentadoria privada, de forma vitalícia. Se ele investir durante 20 anos, terá que fazer pagamentos mensais que são, em média, a metade do que se investir por 10 anos.

Os resultados, portanto, surgem de acordo com os seus objetivos e com o seu comportamento ao longo da fase de acumulação.

Como investir na previdência privada?

Para aproveitar os benefícios dessa possibilidade, é muito importante ter um bom planejamento.

Dessa forma, com as escolhas certas, você consegue atingir os objetivos específicos. A seguir, veja como fazer esse investimento:

Entenda se é para você

Por mais que a aposentadoria privada seja boa para muita gente, talvez ela não seja indicada para você. Então, é preciso fazer uma análise para descobrir se ela vale a pena no seu caso.

Pense o quanto deseja ganhar e em quanto tempo pretende se aposentar.

Se o período entre o início e o fim dos aportes for muito curto, provavelmente a alternativa se tornará inviável pelos pagamentos elevados.

Pesquise instituições e planos

Depois de definir que essa opção se encaixa na sua realidade, é o momento de escolher quem vai administrar o dinheiro. Grandes instituições, como a Caixa Econômica Federal, têm planos diversos.

Veja quais são as condições de cada um, os valores das taxas de administração, a existência de cobranças sobre aporte e demais questões.

Em todo caso, o importante é selecionar uma alternativa que seja segura e favoreça a rentabilidade ao longo do tempo.

Verifique com a sua empresa

Caso você seja contratado, vale verificar se o empreendimento oferece algum plano ou condição diferenciada. Mesmo que o empregador não tenha esse fundo de pensão, pode ter alguma parceria e ser capaz de trazer o melhor dessa ferramenta de saúde financeira.

Normalmente, essas condições são as mais interessantes, então vale a pena verificar se o negócio disponibiliza essa opção.

Fala uma simulação

Depois de selecionar um plano e escolher uma instituição, é hora de entender quais serão os valores reais. O simulador Caixa, por exemplo, demonstra taxas, carregamentos que devem ser feitos e recebimentos ao final.

Esse processo é essencial para planejar o seu orçamento e garantir que você possa obter todos os resultados desejados. Aproveite para mexer nos valores e entender qual a influência que um aumento de aporte faria no desempenho.

Mantenha a consistência

Depois da simulação, é o momento de definir a instituição. Selecione a que se encaixar melhor nos seus objetivos e escolha o plano adequado de aposentadoria privada. Com o contrato assinado, é hora de fazer as contribuições.

A dica é manter a consistência e realizar aportes dentro do previsto, todos os meses. Também vale incluir aportes extras para chegar mais rapidamente ao seu destino e, assim, aproveitar os valores.

A previdência privada é uma decisão conveniente e segura para muitas pessoas. Ao descobrir que ela vale a pena para você, faça boas escolhas e mantenha a disciplina rumo aos seus objetivos!

Para ter resultados ainda melhores no seu controle financeiro, veja quais são 3 alternativas ao reajuste salarial.

Fábio Augusto

Fábio Augusto

Jornalista, gerente de Comunicação e Marketing da Zetra, e trabalha sempre focado em ações de engajamento do público interno e externo.

Newsletter

Mais popular

CTA
^